domingo, 24 de junho de 2012

24/06/12

Mais uma semana normal, um fim de semana quase tranquilo e um domingo sem nada de especial, e eu me sinto muito bem, mais que bem, arrumando o coração e o guarda roupa.
Sem maquiagem e sem capricho, num dia mais do que normal, sozinha lavando a louça e o quintal, sorrindo pra o meu gato que tem um rabo torto e desigual.
Largada, despenteada, linda e bem amada, bem amada por mim.

sábado, 23 de junho de 2012

Maioral, maioreu.

Uma insônia inspiradora, a esperança  remota  do nascer de uma novo dia, os planos que não saíram da teoria, excêntricas e rotineiras vontades colocadas em prática, a licença poética da vida, o tempo, a vingança, um remédio e a gramática. Nada disso supera o amor.
A intuição que nunca falha, um medo protetor, o instinto humano, um mistério, a carne e a navalha. Nada disso supera o amor. Mas amor não supera mágoa, mágoa não supera lembranças, lembranças não superam desprezo, o desprezo não supera você. E você não supera o meu maior amor que sou eu.

The big Murphy Theory.

Teoria de Murphy. Provar e comprovar que o pior sempre pode ser um pior cada vez melhor.
O não suportar excede a preza, e suicídio do amor é procurar e achar felicidade no fundo do copo ou do poço. Ás vezes só sei ser feliz por indução, uma pessoa pacífica que não tem a paz dentro dela. Convencida de que o meu melhor, é sempre o meu oposto, seguindo uma transição de nenhum valor por coisas sem importância, sempre querendo provar do pior com uma melhor intenção.

quarta-feira, 9 de maio de 2012

Não

E eu que me julgava uma pessoa tão boa, eu que me achava tão parte da geração ''vamos fazer um mundo melhor'', só agora percebi que sou fruto de uma personalidade manipuladora e com grande quantidade de instinto do egoísmo humano.
PELAMORDEDEUS Ana, para de ficar fazendo o papel da ''boa moça (que está em falta) de coração partido do século XXI''.
Pra mudar é preciso reconhecer, e eu reconheço. Não gosto de deixar partir, não gosto que as coisas não sejam do jeito que eu quero, não é a bondade que provoca extensão nos meus sentimentos, nunca foi, minha bondade não deseja nada de bom. E eu sempre gostei de me fazer de vítima, mesmo sabendo que aguento dez, ou duzentas vezes mais o tranco.
Agora está mais fácil, está mais lindo, agora eu vi, só agora. Na cabeça tudo certo, entendeu tudinho, mas e agora, como enxerga coração??

segunda-feira, 23 de abril de 2012

Aquário sem peixe

Aquário sem peixe, peixe fora d´água, chinelo sem pé, um pé de meia, história sem fim, com muita sede ao pote, os fins que justificam os meios. E não há mais meios para o que há muito teve fim.
Afinal, santo de casa não faz milagre, em casa de ferreiro espeto é de pau, o que não tem remédio remediado está, a sorte de uns é o azar de outros e águas passadas não movem moinhos.

Ao pior cego que não quer ver, antes tarde do que nunca perceber que nem tudo que reluz é ouro, mas que á noite todos os gatos são pardos, E MINHA GENTE! DESGRAÇA POUCA É BOBAGEM!
Mas meu bem, o que aqui se faz aqui se paga, e se cair do chão não passa.
E Eu que reclamava porque não tinha sapatos, me calei quando vi um homem que não tinha pés.





quinta-feira, 19 de abril de 2012

Flecha envenenada

Ai você acorda com a flecha envenenada do seu ombro doendo mais do que tudo, doendo como sempre doeu.
Ela é fria, indiferente racional e nostálgica, aos poucos invisível. Isso te mata, e agonizando todos os dias você nunca morre. Não disso.
No começo é fácil, você grita, sangra, chora e pede pelo amor de Deus aos quatro ventos! O pior vem depois, quando todo mundo esquece, aí já não é mais direito sofrer e seu dever esquecer também.
Mas e se não esquece? E se a gente só acostuma? Vai vivendo desse jeito, sentindo vergonha de sentir, pois vale mais que honra ao mérito quem esquece mais, se engana demais e sente de menos...
E pior do que o pior, é não querer que a flecha seja retirada, não querer apenas uma cicatriz que dói só em dia de frio, porque você sabe que dessa vez ela te acertou no ombro, mas a próxima pode ser no coração, e mesmo assim você não vai morrer. Não disso.

terça-feira, 10 de abril de 2012

Tarde, tardinha, tardia.

Eu quero o vento, pensamento,sentimento e um momento.
Eu quero o dia, irradia, nostalgia e uma mania.
Um livro e um motivo.
Nenhum amor e uma dor  num outono primavera que me trate como flor.
;**