Do que você precisa se libertar?
Eu não acredito no que é bonito, eu não sinto o que acalma,
eu penso que não gosto do agrado, eu finjo que não tenho alma.
Do que você pode me libertar?
Eu lamento o que já foi, me arrependo do que poderia ter sido,
amo o que não existe, odeio não estar mais perdido.
Do que eu eu preciso me libertar?
Eu tremo de incerteza, eu temo o (muito) prazer, eu desfruto de um mau fruto, o que é bom eu me forço à não merecer.
Do que você precisa me libertar?
Eu preciso ter paciência, gritar baixo e correr devagar, eu quero ficar sozinha, mas sem que eu saiba, que seus olhos fiquem a me vigiar.
O que é nós (libertar)?
Eu não sei fazer nada direito, aliás tanto não sei fazer, que não aceito se vai além, chega a ser desesperador um sentimento que me faz bem.
Você poderia me libertar.
Eu prefiro agredir minha vontade, não quero ver, e toda hora tenho saudade, sinto muito se nem eu sei de mim, de toda as incertezas a certeza que encostada em seus braços esqueço de ser assim.
O que um abraço pode libertar?
terça-feira, 30 de julho de 2013
terça-feira, 14 de maio de 2013
Se quiserem levar algo, eu deixo que tirem de mim
Na fraqueza, desisto por cansaço e falta de vontade de
enxergar qualquer saída, desisto também por ser forte demais, como se não me
atingisse quando abro mão de outra e mais uma outra coisa, eu quase não sinto,
consigo passar por tudo, por cima de mim, mas uma força oculta esta
escondida, joga e escancara tudo na minha frente, eu sei as respostas, eu não
consigo...eu sei as respostas, eu não gosto de ver.
O que é certo sempre está na cabeça de quem pensa que está, a minha agoniza no medo.
Medo do errado, medo de desmoronar, medo de permanecer estagnada em cima de um muro onde ninguém
pode me ver. NINGUÉM PODE ME VER!
Não nego que agradeço pela indiferença e a frieza que com o penar cultivei, fazendo com que eu me sinta mais determinada, mais madura talvez, porém volto à força oculta. Como um desígnio a desprezar por sempre temer o amanhã, o amanhã me traz a vaga lembrança da morte, eu gosto da morte, do amanhã não, mesmo que ambos tão incertos as pessoas não opinam fracasso na hora da morte, se fracassar no amanhã, fudeu.
Somos tão redundantes, e nem vemos isso, passamos uma vida de sofreguidão juntando matérias em busca de algo que sempre acabará na morte, vivendo como se nunca teríamos de enfrenta-la, fazendo aquilo o que não queremos até o dia que ela chegue, para conquistar méritos que servem exclusivamente para serem expostos em uma vitrine do senso comum social.
Pensamos com superficialidade que desistências e fracassos são o errado, não vemos o quão esses acontecimentos são pilares, feitos para que se sustente altas doses de resistência e sabedoria, e não conseguimos tirar proveito disso por estarmos passando mais tempo procurando ter medo do que nos apontam, e à pontar ao outro do que mergulhando nos prazeres e desprazeres de morrermos sem ter deixado nada além do que uma vida conhecendo a nós mesmos.
domingo, 14 de outubro de 2012
Amizade não ter mina
Amigos são a família que a gente escolhe
Te amam, respeitam, ajudam e acolhem
Cada um à sua maneira, diferenciados jeitos de ser em comum
Agradeço todos os dias cada dia que me apareceu cada um <3
Te amam, respeitam, ajudam e acolhem
Cada um à sua maneira, diferenciados jeitos de ser em comum
Agradeço todos os dias cada dia que me apareceu cada um <3
sábado, 6 de outubro de 2012
Sodoma e Gomorra
O preço e quem paga se mede no tempo que passa, aguarde e se guarde se ele não cobrou
Composto com gosto de sódio na lágrima é ódio, sabor prazeroso o sal do meu rosto que agora secou
Castelo encantado e romântico firmado como prego na areia e falar da vida alheia é tão essencial no séc XXI, a verdade é que menina tapada vira mulher tão cedo e aponta pra qualquer vira lata bradando sem vergonha ou medo que de 1 em 1 milhão ele é o 1.
Disso também não fugi sou mais uma e aqui não só um mas no três, são os segundos que eu levanto da cama porque acompanhada eu não passo das 06:00 am.
Sodoma e Gomorra arbitrário, hoje meu nome é escárnio e o seu é clichê, de 1 em 1 milhão menos um, todos são tão comuns, amo todos vocês!
Estatua de sal empedrada, na perdição encontrada que me conheci, me chame ex santa ou puta, mas pra falso moralismo e conduta foi que não nasci.
Composto com gosto de sódio na lágrima é ódio, sabor prazeroso o sal do meu rosto que agora secou
Castelo encantado e romântico firmado como prego na areia e falar da vida alheia é tão essencial no séc XXI, a verdade é que menina tapada vira mulher tão cedo e aponta pra qualquer vira lata bradando sem vergonha ou medo que de 1 em 1 milhão ele é o 1.
Disso também não fugi sou mais uma e aqui não só um mas no três, são os segundos que eu levanto da cama porque acompanhada eu não passo das 06:00 am.
Sodoma e Gomorra arbitrário, hoje meu nome é escárnio e o seu é clichê, de 1 em 1 milhão menos um, todos são tão comuns, amo todos vocês!
Estatua de sal empedrada, na perdição encontrada que me conheci, me chame ex santa ou puta, mas pra falso moralismo e conduta foi que não nasci.
sexta-feira, 14 de setembro de 2012
Sobrevivente
Vida:
Me arrastou, me descabelou, me fez borrar a maquiagem, me fez acreditar que tudo que eu acreditava era bobagem.
Me jogou um balde de água fria misturada com lama, com drama, com cama, me destruiu e me diminuiu.
Doeu, moeu, corroeu.
Tudo o que eu tinha embora na mais nefasta das ventanias, na ilusão da desilusão me deu um bom tanto de tristeza como companhia.
Acordei, dormi, vivi, morri, acabou o mundo, eu não queria, mas sobrevivi.
Mas ai me vem a vida, e me diz que acabou só pra ser reconstruída, e que quase me matou porque cansou de me ver perdida, de me ver perdida de mim, de me ver perdida por ai....
Ai me vem a vida, e me faz rir, rir da importância que eu dei no nada importante que eu tanto prezei, um riso merecido, um riso conquistado, aprendido e que não pode ser ensinado, somente vivenciado.
Se amanhã eu passar por você e rir, por favor não pense que é por descaso, é que eu tô plantando e colhendo muito bem o que a vida tem me dado, me desculpe as dores dos sentimentos inacabados, eu estava perdida em meio a essa tempestade da vida e todos eles eu dissipei feito álcool na ferida.
Me arrastou, me descabelou, me fez borrar a maquiagem, me fez acreditar que tudo que eu acreditava era bobagem.
Me jogou um balde de água fria misturada com lama, com drama, com cama, me destruiu e me diminuiu.
Doeu, moeu, corroeu.
Tudo o que eu tinha embora na mais nefasta das ventanias, na ilusão da desilusão me deu um bom tanto de tristeza como companhia.
Acordei, dormi, vivi, morri, acabou o mundo, eu não queria, mas sobrevivi.
Mas ai me vem a vida, e me diz que acabou só pra ser reconstruída, e que quase me matou porque cansou de me ver perdida, de me ver perdida de mim, de me ver perdida por ai....
Ai me vem a vida, e me faz rir, rir da importância que eu dei no nada importante que eu tanto prezei, um riso merecido, um riso conquistado, aprendido e que não pode ser ensinado, somente vivenciado.
Se amanhã eu passar por você e rir, por favor não pense que é por descaso, é que eu tô plantando e colhendo muito bem o que a vida tem me dado, me desculpe as dores dos sentimentos inacabados, eu estava perdida em meio a essa tempestade da vida e todos eles eu dissipei feito álcool na ferida.
quinta-feira, 19 de julho de 2012
Retrato falado
Lamentações brandas e ponderadas em volta de uma linda mesa de café da tarde em um domingo ensolarado, me intrigam mais do que justificar a ação de um Serial Killer.
É inconformável como as pessoas se tornam conformadas ou então patéticas, longe de mim julgar isso certo ou errado, até porque em alguns requisitos não existe conformada mais patética do que eu, o problema mesmo, é que felicidade me parece superficial até mesmo na mais verde das gramas verdes. E eu sou muito nova pra saber que não se pode duvidar de nada nessa vida, por tudo em sua volta não ser tão bonito quanto se é pintado.
A minha maior ânsia é saber porque existem pessoas que não procuram respostas e só aceitam o que vem pronto, só tem ideias da ponta do iceberg de qualquer assunto, privam suas vidas e vontades, usam um cabresto e nem sabem quem ou porque colocou, julgam aquilo que não conhecem, e colocam a culpa em Deus, numa tradição, ou em qualquer outra coisa que não possa ser discutida por motivos de força maior.
Viver na hipocrisia e na mesmice torna a vida de qualquer um castigo. Aí você vai lá, senta na mesa do café da tarde de domingo ensolarado e reclama conformado, como se toda hora não fosse hora de tentar mudar. Eu entendo, tudo bem, quem se diz feliz assim, que seja muito feliz, mas eu não tenho nenhuma testemunha ocular pra contar sua versão da história, aquele que é plenamente feliz porque fez o que esperavam que ele fizesse e só fizesse aquilo na vida.
Falta amor próprio, falta alma, a lamentação é um lampejo do seu inconsciente tentando avisar. Escute.
A maior contradição do mundo é pregar o amor próprio e não se amar, ou pior ainda só amar aquele que é igual, e pensa igual a você, competindo se a sua casa ou sua vida tem a maior fachada, sendo arrastado a vida toda por lamentos, sem viver o certo o errado e tudo o que tiver no meio disso. A última coisa que eu quero é morrer com tanto amor que alimentaria o mundo, sem saber que ele está dentro de mim.
É inconformável como as pessoas se tornam conformadas ou então patéticas, longe de mim julgar isso certo ou errado, até porque em alguns requisitos não existe conformada mais patética do que eu, o problema mesmo, é que felicidade me parece superficial até mesmo na mais verde das gramas verdes. E eu sou muito nova pra saber que não se pode duvidar de nada nessa vida, por tudo em sua volta não ser tão bonito quanto se é pintado.
A minha maior ânsia é saber porque existem pessoas que não procuram respostas e só aceitam o que vem pronto, só tem ideias da ponta do iceberg de qualquer assunto, privam suas vidas e vontades, usam um cabresto e nem sabem quem ou porque colocou, julgam aquilo que não conhecem, e colocam a culpa em Deus, numa tradição, ou em qualquer outra coisa que não possa ser discutida por motivos de força maior.
Viver na hipocrisia e na mesmice torna a vida de qualquer um castigo. Aí você vai lá, senta na mesa do café da tarde de domingo ensolarado e reclama conformado, como se toda hora não fosse hora de tentar mudar. Eu entendo, tudo bem, quem se diz feliz assim, que seja muito feliz, mas eu não tenho nenhuma testemunha ocular pra contar sua versão da história, aquele que é plenamente feliz porque fez o que esperavam que ele fizesse e só fizesse aquilo na vida.
Falta amor próprio, falta alma, a lamentação é um lampejo do seu inconsciente tentando avisar. Escute.
A maior contradição do mundo é pregar o amor próprio e não se amar, ou pior ainda só amar aquele que é igual, e pensa igual a você, competindo se a sua casa ou sua vida tem a maior fachada, sendo arrastado a vida toda por lamentos, sem viver o certo o errado e tudo o que tiver no meio disso. A última coisa que eu quero é morrer com tanto amor que alimentaria o mundo, sem saber que ele está dentro de mim.
quarta-feira, 4 de julho de 2012
Isso aí
“E mais uma vez, eu abri uma página
sua de uma rede social e fiquei olhando sua foto. Como eu já sorri
olhando praquilo, você não tem idéia. Mas das ultimas vezes,
infelizmente não era sorrindo que eu olhava, era com desanimo, com
saudade e mágoa misturadas. Por que você tinha que morrer? Por que você
tinha que matar tudo que eu sentia? Me obrigar a morrer também. Me
obrigar a fingir estar viva pra todo
mundo. Me obrigar a não chorar, quando tive vontade de chorar. Vontade
de te esmurrar, te dizer que você é um idiota, um babaca, um cretino, um
fraco, nunca passou disso. Nunca uma piada sua foi engraçada, nunca
você me surpreendeu. Nunca. Mas eu não consigo deixar de pensar em você,
a cada dia, a cada ato meu. E quando eu procuro outras pessoas, eu
procuro imaginando você me vendo. E tendo ódio de mim. Porque eu quero
que sinta ódio. Porque ódio significa alguma coisa, e é melhor que
indiferença. Você que já foi tudo, já foi minha esperança, foi meu
futuro imaginado, hoje não é nada. Não passa de uma foto numa rede
social. Se eu vivo bem sem você, porque eu continuo te olhando? Porque
eu sempre volto aqui? Porque eu ouço musicas que falam de tristeza? Por
quê? Você não vale isso. Mas eu faço. Eu continuo fazendo. Como uma
cerimônia de luto, eu sigo a risca. Mas acontece que você não morreu de
verdade, do jeito que eu preferia que morresse. Você está ai vivo,
vivendo sua vida, fazendo suas coisas, feliz, tranqüilo, sem sentir
minha falta, sem olhar minha foto em rede social. Porque eu não consigo?
Porque você não podia ser alguém? Eu esperei muito de você? Não. Eu não
esperei nada, eu entendi tudo, eu entendia o que ninguém entenderia. Eu
respeitei. Eu fiz como você quis. Tudo. Eu me anulei. Eu deixei de me
amar, pra todo meu amor ser só seu. Eu voltei atrás. Eu chorei, eu pedi
desculpas, eu agüentei besteiras. Agüentei tudo. Ajuntando do chão,
migalhas do seu carinho, migalhas do seu amor. Do seu jeito explosivo e
calmo. Um dia me amando como se a terra fosse acabar depois da meia
noite. No outro dia um desconhecido me pedindo pra tratá-lo como
qualquer um, por favor. Você é meu personagem favorito. O dono de todos
os meus textos, de todas as minhas histórias. O dono da curvinha das
minhas costas. E eu tenho que dizer isso agora, só pra uma foto numa
rede social. Porque você morreu na minha vida. Você pediu demissão, seu
cargo era o de presidente, era membro honorário do conselho, tinha
tapete vermelho e eu me vestiria até de secretária se te agradasse. E
você pediu demissão, sem aviso prévio nem nada. Me diz agora? Como viver
bem? Como sobreviver, sem essa ponta de angustia? Eu sou feliz, cara.
Eu sou feliz demais. Mas eu sou infeliz demais, quando penso em você.
Quando penso no que poderia ser, no que poderia ter sido. Eu sei que não
dá. Eu nem quero que dê. Não quero mais. Mas não sei o que fazer com
esse nó. Vai passar né? Eu sei. Com o tempo eu não vou mais olhar sua
foto, nem sofrer, nem pensar o quanto é infeliz tudo o que aconteceu.
Tomara que passe logo. Porque a vontade de te ressuscitar às vezes, me
domina.”
- Tati Bernardi.
E tudo o que eu nunca tive coragem, ela foi lá e escreveu.
- Tati Bernardi.
E tudo o que eu nunca tive coragem, ela foi lá e escreveu.
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