Na fraqueza, desisto por cansaço e falta de vontade de
enxergar qualquer saída, desisto também por ser forte demais, como se não me
atingisse quando abro mão de outra e mais uma outra coisa, eu quase não sinto,
consigo passar por tudo, por cima de mim, mas uma força oculta esta
escondida, joga e escancara tudo na minha frente, eu sei as respostas, eu não
consigo...eu sei as respostas, eu não gosto de ver.
O que é certo sempre está na cabeça de quem pensa que está, a minha agoniza no medo.
Medo do errado, medo de desmoronar, medo de permanecer estagnada em cima de um muro onde ninguém
pode me ver. NINGUÉM PODE ME VER!
Não nego que agradeço pela indiferença e a frieza que com o penar cultivei, fazendo com que eu me sinta mais determinada, mais madura
talvez, porém volto à força oculta. Como um desígnio a desprezar por sempre
temer o amanhã, o amanhã me traz a vaga lembrança da morte, eu gosto da morte, do
amanhã não, mesmo que ambos tão incertos as pessoas não opinam fracasso na hora da morte, se fracassar no amanhã, fudeu.
Somos tão redundantes, e nem vemos isso, passamos uma vida
de sofreguidão juntando matérias em busca de algo que sempre acabará na morte,
vivendo como se nunca teríamos de enfrenta-la, fazendo aquilo o que não queremos
até o dia que ela chegue, para conquistar méritos que servem exclusivamente para serem expostos em uma vitrine do senso comum social.
Pensamos com superficialidade que desistências e fracassos são o errado, não vemos o quão
esses acontecimentos são pilares, feitos para que se sustente altas doses de
resistência e sabedoria, e não conseguimos tirar proveito
disso por estarmos passando mais tempo procurando ter medo do que nos apontam,
e à pontar ao outro do que mergulhando nos prazeres e desprazeres de morrermos
sem ter deixado nada além do que uma vida conhecendo a nós mesmos.